Estamos fazendo um bom uso da tecnologia?
Bom, agora, neste momento em que estou começando a tamborilar meus dedos pelo teclado, trazendo para o mundo externo o que paira pela minha mente, são 01:48 da manhã.
Pra quem me acompanha no instagram (@evanetelima), sabe que vez ou outra perco o sono e viro a madrugada trabalhando ou fazendo nada mesmo, assistindo alguma série ou filme ou até mesmo lendo um bom livro (um hábito que retomei nesses últimos meses).
Justamente por falar em livros, por estar retomando esse hábito, tenho pesquisado e acompanhado alguns canais do Youtube e blogs que tratam do assunto. Um desses é o da Ju Cirqueira, que é uma leitora assídua e que escreve alguns textos no mínimo, reflexivos.
Estava conhecendo um pouco do blog dela e um de seus últimos posts me chamou atenção logo pelo título:"O que você realmente quer?". Comecei a ler o texto e logo no início me toquei de algo que é extremamente óbvio, mas que até em tão, não tinha me dado conta.
Você já percebeu o quanto está cansado no fim do dia? Mesmo naqueles dias em que a produtividade não foi uma das suas companheiras, em que você não faz nada. Já se perguntou o por que disso acontecer? No texto da Ju ela fala sobre a enxurrada de informações que recebemos durante o dia, sejam pelas redes sociais, pela tv ou qualquer outro meio de comunicação.
O fato é que hoje temos acesso a muitas outras ferramentas, informações e formas de distração e interação que nossos avós e até mesmo nossos pais tinham há alguns anos. A tecnologia nos proporciona uma imensidão de opções do que fazer com nosso tempo, qual conteúdo consumir.
Se você quer assistir a um filme, basta acessar sua conta da Netflix, ligar a tv ou buscar na internet e vai se deparar com um catálogo ou uma lista imensa do que assistir. Se é música que você quer, as possibilidades e plataformas disponíveis para você escolher qual música, estilo, cantor ou banda são infinitas. Do mesmo jeito é quando você abre alguma rede social, seja instagram, facebook, twitter ou qualquer outra. No post da Ju ela fala que mesmo que pareça um simples rolar da tela, uma rápida conferida por algum feed ou perfil, nosso cérebro processa tudo em algumas frações de segundo e tudo fica ali, armazenado, sendo trabalhado por nossa mente mesmo sem que percebamos.
Todo esse trabalho, toda essa informação e conteúdo faz com que a gente gaste energia mesmo sem fazer qualquer esforço físico, afinal, o mental está acontecendo. Estamos pensando, assimilando o que vimos, refletindo sobre, absorvendo aquele conteúdo e até mesmo, mentalmente, já aplicando ele em nossa vida. E tudo isso acontece sem que a gente perceba, mas ao fim do dia a sensação é de que trabalhamos loucamente.
Além disso, um outro ponto também apontado pela Ju é ansiedade e sentimento de insatisfação e frustração que tudo o que consumimos como conteúdo também pode nos causar.
Não é que a tecnologia ou o acesso "livre" e facilitado que temos hoje às informações seja negativo, mas também não é alto totalmente positivo se não soubermos administrar tudo, dosar, sabe? Ter um equilíbrio. Essa é a palavra que temos que ter como base para tudo o que chega até nós.
Saber que tudo que é em excesso é ruim. Mesmo o que é bom, se for demais, pode trazer suas consequências negativas.
Enfim, vou deixar o link do post da Ju Cirqueira para vocês lerem e poderem refletir um pouco (e até mesmo entender melhor) sobre o que tentei expressar aqui para vocês.
O que você realmente quer? - Por Ju Cirqueira
Quis falar um pouco sobre minha opinião porque achei relevante e importante compartilhar, afinal, temos que nos atentar a isso e principalmente nesse momento, em razão de tudo o que tem acontecido no mundo (coronavírus, quarentena, isolamento social, política, tragédias...), a quantidade de informações que têm chegado até nós é imensa e os níveis de ansiedade e frustração tendem a aumentar, então, se pudermos nos atentar a isso e dosar tudo, é mais fácil lidar e absorver tudo o que tem acontecido e se Deus quiser, poderemos sair desse período melhores como seres humanos.
Espero que tenham gostado do texto (um devaneio resultante de um texto que li, mas que me atentou para algumas coisas e espero que tenha feito o mesmo com vocês). Me conta nos comentários o que você achou e qual sua opinião sobre o assunto.
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